Da Estratégia à Operação


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Suportar Talentos e Fomentar a Competitividade dos Recursos Humanos

A instabilidade que atinge o mercado financeiro tem reflexo directo no desempenho das empresas e, durante este período, torna-se essencial que as empresas encontrem formas de manter os seus colaboradores motivados e de os recolocar de forma inteligente. A área de Recursos Humanos deve estar preparada para suportar estas decisões e assegurar a tranquilidade no turbilhão.


Dados recentes indicam que, em dois anos, a taxa de desemprego em Portugal cresceu de 7,7% para 10,8%, sendo os jovens e os profissionais menos qualificados os mais afectados. Mas não só. O número de profissionais qualificados aumenta ano após ano, encontrando-se cerca de 64 mil quadros médios e superiores actualmente na condição de desemprego.

 

O momento reclama um trabalho eficaz da parte dos responsáveis de Recursos Humanos para que não se instale a cultura do descontentamento que, por sua vez, afectará directamente o rendimento dos colaboradores. O grande desafio será manter os profissionais motivados e incentivar pessoas talentosas, para que tenham ideias capazes de superar os desafios desta nova realidade. Neste contexto, cabe aos gestores uma responsabilidade acrescida, no sentido de assegurar que a organização consegue manter os seus colaboradores-chave, deles obtendo um nível de produtividade competitivo, superior ao da concorrência e, ainda, de definir funções estratégicas e detectar aquelas mais críticas, assegurando a continuidade das operações independentemente da continuidade dos seus elementos.  Esta missão pressupõe que, independentemente da conjuntura, os gestores de recursos humanos devem estar atentos ao negócio, aos clientes e às pessoas, assumindo um posicionamento estratégico, dentro e fora de portas. Deverão realizar um benchmarking junto de outros parceiros, partilhando experiências e servindo como exemplo para os mesmos.

 

Na actualidade, as políticas de Recursos Humanos têm de ser repensadas, dada a maior descentralização e delegação de competências. As empresas devem permitir a implementação de sistemas de remuneração por objectivos e de avaliação de desempenho com base nas competências e nos achievements, onde todos avaliam todos. Não obstante, cabe também aos Recursos Humanos manter o rigor no acompanhamento dos custos e na aferição dos resultados. Posicionando-se de forma estratégica, mas cada vez mais operacional, os gestores de recursos humanos devem olhar para as pessoas, debruçando-se sobre os processos internos, organizando de forma diferente os seus talentos, mas sem esquecer as exigências e as necessidades do negócio e do mercado.

 

O momento político, económico e social que vivemos carece de soluções criativas e inovadoras que assentam no desenvolvimento de ferramentas de retenção de profissionais de alto potencial e na gestão rigorosa dos seus indicadores de desempenho (i.e. Key Performance Indicators). Aos Recursos Humanos pede-se que acrescentem valor e que suportem a Direcção através de uma maior proximidade com as operações, tornando-se premente desenvolver e implementar acções como o coaching e o suporte mais directo às estruturas, como por exemplo às equipas comerciais, e o estabelecimento de incentivos não remuneratórios (e.g. com a atribuição de dias de férias extra) para fomentar a motivação e, sobretudo, a produtividade dos mesmos.

 

Só com uma política de Recursos Humanos flexível e operacional poderão as empresas assegurar a retenção dos seus talentos que, por seu turno, continuam a desenvolver competências, diferenciando-se dos demais e garantindo a manutenção dos seus postos de trabalho.

 

Inês Alberty
HR Training and Recruitment Manager

Hays Recruiting Experts Worldwide

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