O fim da ilusão


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SAPO Emprego

O fator incerteza

As debilidades da economia portuguesa são inegáveis e a tomada de decisões, nem sempre populares, tem de ser imediata. A proposta de orçamento de estado para 2012 representa um duro despertar para quem vivia num mundo à parte, de costas voltadas à crise.

É incontornável adotar medidas de austeridade. Mas, afinal, quando vão ser instauradas? Na prática, até à data a única medida a ser efetivamente aplicada foi a possibilidade de aumentar em 30 minutos diários o horário dos trabalhadores do sector privado.

A meu ver, a hesitação na tomada de decisões tem consequências mais delicadas do que a aplicação das medidas em si. O efeito mais imediato no mercado de trabalho é a prudência. A incerteza e as previsões de contração da economia adensam o receio de mudança por parte dos candidatos e de contratação por parte das empresas.

E esta prudência traduz-se numa hesitação e numa maior demora nos processos de recrutamento. Por um lado, as organizações tornam-se cada vez mais exigentes com os requisitos dos candidatos e demoram muito mais tempo a tomar uma decisão.  Por outro, os profissionais hesitam em deixar a segurança do seu emprego por um desafio com um futuro incerto.

Assim, mais do que a flexibilização do mercado de trabalho, que acredito que terá o seu lado positivo, o que nos deve preocupar é a incerteza. Devemos, de uma vez por todas, deixar de ter medo de aplicar novas regras ao jogo pois a falta de resoluções é o que impede verdadeiramente o país de crescer e de se tornar competitivo num mercado global cada vez mais agressivo.

 

Michael Page Internacional Group

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